
(Ufes 2010) Um dos pontos comuns na crítica sobre o Auto da barca do inferno, do dramaturgo português Gil Vicente, é a atualidade da representação dos problemas sociais e morais de sua época, 1517. Por meio de personagens de diversas ordens sociais, como o Fidalgo, o Frade ou a Alcoviteira, o autor tipifica e alegoriza, sobretudo, os vícios.
A partir da cena abaixo entre o Diabo e o Corregedor (“magistrado que tem jurisdição sobre todos os outros juízes de uma comarca, e que tem a função de fiscalizar a distribuição da justiça, o exercício da advocacia e o andamento dos serviços forenses” – Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa), elabore uma carta dirigida a Gil Vicente, em que seja observada a permanência, na realidade brasileira contemporânea, de problemas que ele apontou satiricamente.
DIABO [...] Entrai, entrai, corregedor!
CORREGEDOR Hou! Videtis qui petatis! (Vede o que reclamais)
Super jure majestatis (Acima do direito de majestade)
tem vosso mando vigor?
DIABO Quando éreis ouvidor
non ne accepistis rapina? (acaso não recebestes roubo?)
Pois ireis pela bolina (cabo de sustentação da vela do barco)
como havemos de dispor...
Oh! Que isca esse papel
para um fogo que eu sei!
CORREGEDOR Domine, memento mei! (Senhor, lembra-te de mim)
DIABO Non est tempus, Bacharel!
Imbarquemini in batel
quia judicastis malicia. (porque sentenciastes com malícia)
(VICENTE, Gil. Auto da barca do inferno. In: ______ . O velho da horta. Auto da barca do inferno. Farsa de Inês Pereira. Ed. Segismundo Spina. 32ª ed. São Paulo: Atelier, 1998, p. 155-156.)
QUÉ QUÉ ISSUUU?!?!!?!??! HAHAHAHAHA - DEDICADO A LETICIA VALENTE 3B
ResponderExcluirprooof vc ta ai????
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